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S na Rede

S na Rede

10
Dez18

Encontro em Marrocos e 70 anos dos direitos humanos.


Falamos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que hoje comemora os seus 70 anos de vida mas a verdade é que ainda existe muita coisa a fazer. Em Portugal, mesmo que de uma forma implicita, o racismo, a desigualdade de género ou para contra as minorias (onde colocamos presos e ciganos) contínua a existir e a ser uma chaga em todas as sociedades aparentemente civilizadas.
O que não devia acontecer em nenhuma sociedade avançada é o drama dos migrantes. Esse problema não acontece apenas aqui na Europa. Afinal temos milhares de pessoas acampadas na cidade de Tijuana à espera para entrar nos Estados Unidos e perseguir o conhecido "american dream". A situação dos migrantes está a ser discutida numa cimeira que está a acontecer na cidade marroquina de Marraquexe e que junta um terço dos países pertencentes à ONU.
Angela Merkle (que vai estar à frente do governo alemão até 2020 mas já tem definida a sua sucessora) e António Costa (que se acha que está a ter um fim de ano complicado deve esperar um 2019 com ainda mais greves) são dois dos líderes internacionais presentes neste encontro.
Quem passou todo o dia em reuniões, com os sindicatos e os membros do executivo, foi o presidente francês. Macron vai falar às 20 horas locais (19 horas em Portugal) ao país sobre toda a situação dos coletes amarelos. Este movimento popular é contra a descida da qualidade de vida e o consequente aumento dos impostos. O imposto mais contestado por este movimento é o chamado "imposto verde", que iria incidir sobre a gasolina e contribuir para as metas estabelecidas no Acordo de Paris.
Quem cortou completamente com o Acordo de Paris, e não tem medo de o repetir para quem quer que seja, é Donald Trump. Ainda sobre as manifestações na capital francesa, Trump afirmou numa publicação no Twitter que as pessoas estão descontentes com este acordo e que o seu nome foi aclamado nas ruas. A contradizer a versão apresentada pelo líder americano estão os jornalistas da publicação francesa "Paris Match", que percorreram a manifestação e dizem não ter ouvido nem uma única vez alguém gritar pelo nome de Trump.
Sobre os jornalistas que cobriram esta manifestação só tenho que dar os meus parabéns pelo excelente trabalho. É verdade que Paris não é só aquilo mas o trabalho de um jornalista é estar onde está a notícia e pelos vistos, nos próximos tempos, a notícia vai passar muito pela "capital do amor".
Para terminar, mesmo sendo algo estranho falar sobre este tópico num artigo que tem como elo em comum a política internacional (um tema que me agrada bastante), a edição de hoje do programa "Flash Vidas" refere a possibilidade de Cristiano Ronaldo e Georgina Rodriguez terem anunciado aos amigos que estavam noivos. Se tal for verdade, felicidades ao casal.

De: AR.
08
Dez18

"Into the Badlands": "Leopard catches de cloud".


Tal como feito na análise do episódio anterior, vou novamente falar sobre a série "Into Badlands", que é transmitida todas as quintas-feiras no AMC. Na última quinta-feira foi emitido o episódio final da primeira parte da terceira temporada desta produção, que é protagonizada por Emily Beecham (a Viúva) e Daniel Wu (Sunny).
No oitavo episódio, que é intitulado "Leopard catches de cloud" (estes sub títulos são extremamente poéticos, o que é normal para uma produção inspirada em histórias orientais, mas neste caso não entendi muito bem pois no final o leopardo não apanhou nenhuma nuvem) temos o Sunny e o Bajie a chegarem ao acampamento do Peregrino e a Viúva e a Baronesa Chau a terem, provavelmente, um último confronto.
Mas vamos começar pelo Sunny e pelo Bajie. Esta dupla já correu "meio mundo" das Badlands (uma pergunta: a Fortaleza do Peregrino é assim tão longe do Santuário da Viúva? É que enquanto num sítio ainda é dia, no outro as pessoas já se estão a preparar para dormir) para salvar o pequeno Harry, "um Sombrio". A bruxa Ankara conseguiu acalmar este dom mas não o é capaz de o tirar. Apenas o Peregrino. Mas pelos vistos ele quer algo mais destas pessoas que tem este dom, como podemos ver na última cena deste episódio.
O reencontro de Sunny com MK também não foi o melhor. Agora que o MK sabe controlar o seu dom e Sunny parece que se aliou ao Peregrino, pelo menos para salvar o filho, como é que será a guerra que se aproxima? Será que num lado vamos ter o Peregrino, Cressida, Nix, MK e Sunny (não coloco o Bajie nesta lista pois ele não apoiou o gesto do Bajie, foi preso e acredito que fuja e possivelmente se alie com o próximo grupo) vs Mestre, Viúva, Tilda, Gaius (agora que está com a Viúva acredito que não a deixe), Lydia, Moon e possivelmente a Baronesa Chau (ela foi atingida mas como não é um ferimento mortal, acredito que se crie ali uma aliança).
Se o Peregrino achou "o berço de Azra", foi aqui que "nasceu" o dom (será que o dark chi é na realidade energia nuclear que transformou um punhado de homens e mulheres em super soldados?), a história da Viúva neste episódio também andou e muito! A primeira cena no Santuário é visualmente impressionante mas eu poria uma cena antes da desta. É que ela aparece logo a falar do plano de entrada em White Bone com o Gaius mas ela não falou com a Tilda e como ela também participa neste plano eu iria colocar uma cena da mãe com a filha.

Mesmo depois de se ter separado de Odessa e do campo de refugiados ter sido atacado pelos clippers da Chau, a Tilda preferiu continuar a viver ao lado daqueles que mais precisam. Ela tinha que os defender, de estar ao lado deles. A Viúva já não importava, eles é que importavam. Era verdade que eram novamente aliadas mas já não conseguia olhar para ela da mesma forma. Quando a Wren atacou o Santuário e a tentou matar preocupou-se e viu no olhar daquela mulher que conhecia tão bem algo de diferente, uma preocupação, uma dor de mãe. Uma mãe que tinha mandado matar a filha, e os seus lacaios, e que não falava com a outra e queria voltar a retomar a relação de ambas.
Depois de uns dias num estado algo catatónico, onde não queria ver nem falar com ninguém, a Minerva ganhou uma nova força. Precisava de cumprir o último desejo da Wren e finalmente tornar-se na líder que sempre apregouo. Tinha que acabar com aquele guerra maldita com a Chau e libertar os escravos. Tinha que levar a paz às Badlands. Tinha que acabar com aquele derramamento de sangue e até já sabia como mas para colocar o seu plano em prática tinha que falar com a Tilda. Tinha que ver a sua filha mas esta estava a viver numa rolloute no campo de refugiados e logo tinha que ir para lá.
Mas não podia ir acompanhada das suas Borboletas. Aquelas pessoas tinham passado por uma autêntica chacina e ver guardas armadas poderia não ser a melhor opção. Mas iria na mesma, mesmo que fosse sozinha e era o que ia fazer. Já tinha o carro preparado e pronto para arrancar.
- Onde vais, Minerva? - Ele tinha passado os últimos dias a tentar falar com ela mas ela tinha passado os dias fechada no seu quarto ou no escritório e quando falavam apenas conseguia responder "sim" e "não". Mas ela hoje não lhe escapava!
- Eu vou ver a Tilda. Eu preciso de falar com a minha filha!
- E não a podias chamar até ao Santuário? Onde está a tua escolta pessoal?
- Eu tenho que ir ver a Tilda mas não posso ir até ao campo de refugiados com colts atrás de mim. Aquelas pessoas ficaram traumatizadas com o que se passou. Eu vou sozinha. - Ela estava com a chave do carro na mão. O Gaius tira-lhe a chave e abre a porta do carro.
- Não vais não. Se não queres levar uma escolta contigo, eu vou. Não te posso deixar andar por ai depois de tudo o que aconteceu. Tu foste vítima de um golpe, não falando da minha irmã. Todo o cuidado é pouco.
- Eu não preciso que nenhum homem cuide de mim!
- Claro que não. Aliás, tu és bem melhor que eu. Só acho que precisas de companhia. De um motorista. - Ela entra e os dois arrancam em direção ao campo de refugiados. Muita coisa tinha sido recuperada mas aquelas pessoas viviam ainda numa condição muito precária. É que já nem ali estavam salvos da guerra. Essa estava em qualquer lado das Badlands e em parte a culpa era dela. Sempre quis ajudar aquelas pessoas e sem querer estava a arrasta-las para o abismo. Aquilo era o inferno...
- Isto têm que acabar! Estas pessoas não podem continuar a sofrer, pessoas não podem continuar a morrer. Eu jurei ajuda-los mas piorei ainda mais o seu sofrimento. Isto tem e vai acabar! Esta guerra já não tem mais sentido nenhum. - Mas o que ela estaria a dizer? Ela ia desistir?
- O armistício que a Wren queria que tu assinasses...não me digas que o vais fazer?! É que se o fizeres ai é que estas pessoas vão sofrer ainda mais. A minha irmã jamais irá abrir a mão dos escravos!
- Se fosse fazer isso jamais teria condenado a minha filha à morte. Não achas?...Não. Vou acabar com esta guerra sem derramar mais o sangue de ninguém. Quer dizer, pelo menos não o sangue dos inocentes. Já o meu e o da tua irmã, esse vai correr e muito. Eu vou atacar a Chau no seu próprio covil mas para tal preciso de ter a Tilda do meu lado.
- Então vais sempre avançar com o plano.
- É arriscado mas é matar ou morrer. Vou criar uma manobra de diversão para que possa entrar em White Bone e finalizar a Chau. Sem ela estas pessoas serão livres e a democracia finamente chegará as Badlands.
- Já não vivemos em democracia há 500 anos. Nenhum de nós viveu nunca numa democracia mas às vezes penso como seria a nossa vida se isto fosse uma democracia. Aquelas pessoas jamais seriam refugiados e nós os dois...nós os dois poderíamos ser duas pessoas normais e não dois assassinos bonificados.
- Penso nisso todos os dias. Quando tudo isto acabar abandono o baronato e talvez me vá embora. Sou uma anarquista, uma lutadora. Partirei pelo mundo para ajudar os povos oprimidos. Não sei. Já pensei em tanta coisa que a verdade é que não sei o que fazer depois desta guerra acabar. Eu só quero que ela acabe e para ela acabar eu tenho que entrar em White Bone e a Tilda vai ser o meu apoio.
- Estás a atirar-te para uma missão suicida, uma autêntica loucura mas eu estou contigo - agarra-lhe a mão -...se vocês vão enfrentar a minha irmã, eu vou com vocês. - Saem os dois do carro. A Minerva entra na roullote da Tilda enquanto o Gaius dá uma volta pelo campo de refugiados para ver os estragos que aquela guerra tinha feito nos corpos e nas mentes daquelas pessoas.
No interior do roullote da Tilda, esta fica bastante surpreendida com a "visita" da Viúva.
- M...- a verdade é que tinha muita vontade de lhe chamar de mãe mas a relação entre as duas estava longe de estar boa-...inerva...o que estás aqui a fazer?
- Necessitava de te ver.
- Tivesses-me chamado que eu ia até ao Santuário.
- Eu sei mas a verdade é que eu precisava de te ver. Precisava de ver em que condições estás a viver.
- Eu estou com o meu povo, com aqueles que precisam de mim. É verdade que é pouco mas esta gente não tem quase nada para viver. Passaram de escravos a refugiados que vivem da esmola da vice-rei e com medo que os clippers da Chau voltem e matem aqueles que ficaram.
- Eles não vão voltar.
- Como tens tanta certeza? - A Viúva senta-se. Estava com um ar abatido. A Tilda jamais a tinha visto naquele estado.
- Nos últimos dias mal tenho comido ou dormido. Só consigo pensar nas palavras da Wren e como esta guerra já não tem sentido nenhum. A verdade é que nenhuma das duas está a ganhar. Aliás, estamos todos a perder. A verdade é que já todos perdemos algo ou alguém.
- É bem verdade. - A Tilda senta-se ao lado da mãe. Ela também estava abatida. Ela tinha perdido a Odessa, que tinha desistido desta luta insana e tinha ido embora - Calma! Tu não és boazinha! Que conversa é esta?! - O Gaius interrompe a conversa.
- Segundas oportunidades. Todos merecemos uma segunda oportunidade, uma nova vida. Só que essa nova vida não nos será dada se não lutarmos por ela. Aquelas pessoas que estão lá fora passaram por muito. Por coisas que ninguém deveria viver. Nós mesmos, nós os três somos frutos de uma sociedade podre. Todos fizemos coisas que nos arrependemos e é este sentimento de arrependimento que nos torna diferentes, que nos torna pessoas e não simples máquinas de matar. Tenho a certeza que fizeste coisas reprováveis e ela deve ter feito várias. Eu próprio arrependo-me amargamente - vira-se para a Minerva -...de não ter feito frente à Julieta. Se a tivesse parado talvez...talvez a tua vida...e a nossa tivesse sido diferente. - Agora já entendia. Ele era o "culpado" da mudança da Viúva, aquele amolecimento dela era por causa dele, por causa do irmão da sua maior inimiga -...Só que não podemos mudar o passado. O passado já passou mas o futuro está à nossa frente. Se queremos ter um futuro, para nós e para eles, temos que acabar com esta guerra e destituir a minha irmã. Jamais seremos livres com ela no poder, com ela viva.
- Foi por isso que cá vim. Tenho um plano para derrubar a Chau. Enquanto os nossos exércitos criam uma diversão para afastar os clippers da Chau de White Bone, eu vou entrar lá e finalizar de uma vez por todas a Julieta.
- Esse plano parece-me algo louco, mesmo suicida.
- E é. Aqui matamos ou morremos. Pode não ser o melhor plano do mundo mas é o único que tenho mas para entrar em White Bone preciso de ti. Posso contar contigo, Tilda? - O que a Viúva lhe estava a propor era uma loucura mas se era necessário lutar...
- Podes contar comigo. Se essa é a única forma de ajudar aquelas pessoas, eu vou contigo. - Trocam um sorriso uma com a outra. Ainda era pouco mas talvez conseguissem retomar a sua relação algum dia -...e quando vamos fazer o ataque?
- Daqui a dois dias. Apenas preciso de algum tempo para que o Waldo prepare o exército e logo depois atacamos.
- Muito bem lá estarei. - Estava tudo dito entre ambas. A Viúva e o Gaius saem e voltam para o carro.
- E agora, o que fazemos?
- Nós os dois? Nós vamos jantar. Aceitas?

Este foi um episódio dedicado ao amor, ao amor antes da guerra. Para além do amor entre pai e filho ou entre amigos, aqui vimos o "nascimento" do amor entre os casais Lydia e Moon e Minerva e Gaius.
Sobre estes dois últimos, fiquei completamente fascinada pela fotografia desta cena. Um beijo à luz das velas é das coisas mais românticas que pode haver. Depois deste episódio vamos ter um hiato, até Janeiro ou Fevereiro (nos Estados Unidos), mas gostava que esta fosse uma relação para manter. Sei que esta é uma produção de artes marciais e aqui o romantismo tem pouco ou nenhum espaço mas a verdade é que estou a gostar muito de ver este outro lado, mais humano, da implacável Viúva.
Quando se preparam para a guerra final contra a Chau, todas as personagens envolvidas estavam nas suas "vidas" e nem perceberam que a Mestre acordou e que alguém bem maior e mais importante se aproxima e que promete mudar a vida de todas estas personagens. Mas antes da sequência de cenas onde as tropas saem do Santuário até ao momento da batalha, onde não entendi como a Lydia foi atingida (mas a verdade é que ela parece que vai morrer), existe um pequeno encontro com a Minerva e a Lydia. As duas falam que estavam a limpar a borrada que os respectivos maridos tinham feito e a Viúva, que desce a escadaria de uma forma mesmo badass, oferece à sua vice-rei uma pequena besta para se proteger.
Enquanto Moon e Lydia comandam as tropas para Mastanza (acho que é este o nome), Minerva, Lydia e Gaius vão para White Bone.
Mas antes de saírem eu colocaria a seguinte cena:

Depois de as tropas terem saído do Santuário, a Viúva junta-se à Tilda e ao Gaius que a esperavam com os seus cavalos numa das portas laterais. O que eles iam fazer era top secret. Ninguém podia saber que eles também iam abandonar e que este ia ficar sem ninguém para o defender. Se alguém soubesse do lado da Chau deste plano podiam tomar conta do Santuário e ai ficariam perdidos.
As portas saem e a Viúva sai montada no seu belo corcel negro.
- Já todos saíram. Temos que ir andando. Temos que estar prontos a atacar assim que os homens da Chau comecem a abandonar White Bone. Ela tem que ficar completamente sozinha. Tem tudo?
- Sim. Estamos prontos.
- Então vamos! - Picam os cavalos mas a meio do caminho foram obrigados a abandona-los, na entrada da floresta.
- Agora temos que abandonar os cavalos. Por vezes existem patrulhas a "bater" a região e os cascos dos cavalos a pisarem as folhas secas fazem muito melhor. Também é melhor cobrirem os rostos. Todos vos conhecem. - a Tilda tapa-se.
- Lembras-te da entrada do túnel?
- Tenho aqueles túneis memorizados na minha memória já há 20 anos. Aliás, eles nem ficam muito longe daqui. Sigam-me! - A Viúva ia seguir o Gaius quando é parada pela Tilda.
- Tens a certeza do que estás a fazer?
-  Pensava que também querias acabar com esta guerra?!
- E quero mas estamos a ir para a "boca do lobo" e estamos a ser guiada pelo irmão da Chau. Como sabes que não é uma armadilha? - A Viúva olha para o Gaius. A Tilda até tinha razão mas ela queria acreditar no Gaius. Ele não podia ser como os outros homens. Ele não podia ser um traidor. Pelo menos não depois do que aconteceu entre eles.
- Não sei mas acredito nele. Sei que é difícil para ti mas só te peço para que confies em mim. - correm para se juntarem ao Gaius. Até chegarem à entrada do túnel ainda passaram por uma patrulha e tiveram que subir a uma árvore mas a travessia até foi bastante tranquila até entrarem à entrada do túnel.
- Chegámos. Esta é a entrada do túnel que nos vai levar até White Bone.
- Mas este túnel vai levar-nos mesmo ao interior da mansão?
- Este túnel vai dar até à pocilga. Depois temos que cobrir um pequeno espaço... - a pocilga...odiava porcos desde o dia em que a tinham trancado naquele lugar. Se não fosse o Gaius talvez os porcos a tivessem devorado. Depois de tudo o que tinha passado para fugir daquele lugar tinha que voltar a entrar na temível fortaleza da Chau. Acendem archotes e entram no túnel. O Gaius agarra no braço da Viúva -...desculpa. Só agora é que reparei que vamos ter que sair pela pocilga. Tens a certeza que queres lá voltar?
- Não. Não quero mas vou voltar. - Faz-lhe uma festa no rosto.
- E eu lá estarei para ti.

Quando este trio chega a White Bone, que é um edifício belíssimo (os cenários escolhidos na Irlanda são de "cortar a respiração". Adoraria, tal como alguns jornalistas portugueses fizeram a convite do AMC Portugal, ter visitado os bastidores desta produção), assistimos a muita acção e a um momento que vai mudar completamente esta história.
Enquanto a Tilda ocupa-se com os guardas que estão no rés-de-chão e o Gaius mata o Regente da irmã, a Viúva vai atrás da Chau. Depois de as duas terem lutado de saltos (e eu mal consigo andar de saltos) e da Chau ter mexido com a cabeça da Viúva a dizer que esta era apenas mais uma das mulheres com as quais o irmão se tinha deitado (espero mesmo que não pois gosto mesmo deste casalinho), parece que vamos assistir ao fim da mulher mais sanguinária de todas as Badlands.
Quando parece que ela está perdida pois está rodeada de arqueiros é quando aparece a Mestre que consegue que estas flechas parem e se virem contra aquelas que as atiraram. Até a Chau é atingida. Neste momento temos a reunião da Minerva com a sua Mestre e esta parece que lhe restaura o dom. A verdade é que lhe coloca dois dedos na testa e ela cai desamparada. O que acontece de seguida ninguém sabe e só vamos assistir lá para o início do próximo ano (mais ou menos).
Mas como ainda falta muito tempo e eu tenho uma mente muito fantasiosa decidi escrever a continuação desta última cena (não é a última cena mesmo do episódio. Essa é quando o Peregrino fica com o dom do Harry mas algo me diz que nos episódios que se segue vamos ter estes dois "dark ones" a guerrearem um com o outro).

A última cena ficaria assim:
Depois de terem dominado todos os guardas da Chau, a Tilda e o Gaius vão à procura da Minerva. Sobem as escadas em direção ao salão. Tinha sido para lá que ela tinha ido atrás da Julieta Chau. Só que quando entram no salão encontram todos os guardas mortos; a Julieta ferida; uma figura que não sabiam quem era e a Minerva jazia prostada no meio do chão.
- MÃE! - Correm os dois e ajoelham-se ao lado de uma Minerva que não dava sinais de vida. Tinha o corpo gelado, a pulsação muito baixa e uma marca muito estranha na zona da testa. Até parecia que estava morta mas eles não viam nenhum sinal de ferimento mortal. Para além daquela marca só tinham uns arranhões no rosto. O que teria acontecido?
- Por favor Minerva, fala comigo! - o Gaius estava a ficar desesperado e a Tilda já chorava. É verdade que tinham trocado palavras muito azedas uma com a outra mas aquela era a sua mãe, uma das poucas pessoas que se tinha realmente preocupado consigo em toda a sua vida.
- És mesmo ridículo. O filho de um Barão preocupado com uma simples escrava.
- Ela não é uma simples escrava! Ela...o que lhe fizeste?!...Eu mato-te se a tiveres magoado, eu mato-te! - O Gaius já ia com a espada desambainhada na direção da irmã quando é parado por a misteriosa mulher que estava em pé, mesmo ao lado do corpo da Viúva.
- Ela não lhe fez nada. - a Tilda tinha colocado a cabeça da mãe no seu colo.
- Quem é você? O que a minha mãe tem?
- Eu sou a Mestre da Minerva e não se preocupem com ela. Ela está viva. Apenas a dormir. Ela vai ter muito que fazer nos tempos mais próximos. Ela e vocês. Esta vossa guerra idiota acaba aqui e agora! O futuro desta guerra precisa que se unam.

O resto iremos ver no nono episódio desta terceira temporada.

De: AR.

08
Dez18

O mundo continua a girar.


Os dias passam mas a história contínua a repetir-se. Se tudo parece normal neste nosso pequeno "retângulo junto do mar", onde está a acontecer o congresso europeu do partido socialista e onde os guardas prisionais ameaçam continuar com esta greve no próximo ano, o mundo continua a girar e as notícias a chegar às nossas redações.
Os movimentos de extrema-direita estão a subir por toda a Europa e durante algum tempo, e tal como os irredutíveis gauleses nas histórias do Obelix e do Asterix, a Península Ibérica continuava a resistir a este tipo de movimentos. Pelo menos até agora. O Vox ganhou (como pode ser visto aqui: https://snarede5.blogspot.com/2018/12/despedida-george-hw-bush-novo.html) na Andaluzia. Parece que ficou apenas Portugal para trás. No nosso país este tipo de movimentos não têm grande expressão mas nunca se sabe e as eleições legislativas já têm data marcada: 6 de Outubro de 2019.
Ainda em Espanha, e passando para as séries (sei que já venho algo atrasada), gostaria de falar um pouco sobre "La Casa de Papel". Não me quero focar muito na história da mesma, já que não a acompanhei (estou a acompanhar "Into the Badlands", esta é a "minha" série), mas sim na sua banda sonora. Se não a ouviram, ouça pois é incrível. Nesta banda sonora encontramos os mais diversos géneros musicais e acho que este é um grande ponto positivo nesta produção. É que ter música italiana, clássico e fado é uma excelente forma de mostra um multi-culturalismo que para mim é muito europeu.
Só que a Europa (como pode ser visto aqui: https://snarede5.blogspot.com/2018/12/um-brexit-descontrolado.html) está a passar por uma fase de grandes mutações e acho que ainda ninguém sabe muito bem o que irá acontecer com esta União de países tão diferentes que em comum têm a mesma localização geográfica e...fala-se muito da identidade europeia mas acredito que poucos sabem dizer sobre o que esta trata. O que é ser-se europeu ou europeia no final do ano de 2018?

De: AR. 
07
Dez18

O futebol continua a ser o campeão dos media.


Como é comum com o aproximar do fim do ano (estou a pensar em escrever um texto especial por causa desta ocasião. Talvez comece a trabalhar no mesmo para a próxima semana), começa-se a fazer rewind de tudo e mais alguma coisa.
A Cison (empresa líder global em serviços e software de pesquisa, monitorização e análise de media) aproveitou o momento para analisar as notícias que foram dadas nos diferentes meios de comunicação social sobre futebol e chegou à conclusão que das 589.407 notícias dadas, entre o dia 01 de Janeiro e 30 de Novembro, as rádios e televisões nacionais dedicaram ao desporto-rei 14.550 horas de emissão, o equivalente a mais de 606 dias. Estes números não incluem a transmissão dos jogos propriamente ditos.
O Sporting, devido a Bruno de Carvalho e ao ataque a Alcochete, foi o “campeão” mediático. O clube de Alvalade foi citado em 188.881 artigos e foi falado durante 5.568 horas (232 dias) nas estações de rádio e televisão.
O processo “E-Toupeira”, que envolve o Benfica, foi outro dos assuntos centrais nos media portugueses monitorizados pela Cision, com 6.418 notícias e 290 horas de emissão (cerca de 12 dias).
A grande maioria das notícias sobre desporto foram vinculadas online (53%). Segue-se a televisão, com 23%, e a imprensa, com 21%. A rádio representa apenas 3% do total.

De: AR.
05
Dez18

Precários na televisão.


Não é a primeira vez que falo sobre este tema (como pode ser visto aqui: https://snarede5.blogspot.com/2018/11/precarios-na-rtp.html) mas a verdade é que nem toda a gente que trabalha na televisão, e são muitos profissionais e das mais diferentes áreas, tem o mesmo glamour como figuras como a Júlia Pinheiro, Cristina Ferreira (que vai estrear o seu novo programa na SIC em Janeiro e que tem um conceito que faz lembrar um pouco o "Cá por casa" do Herman José) ou o Manuel Luís Goucha (que de 17 de Dezembro até ao mês de Janeiro vai fazer o seu programa directamente a partir do seu monte).
Mas para estes nomes terem sucesso e para a ficção portuguesa ganhar prémios lá fora, como aconteceu na telenovela "Ouro Verde" da TVI (o primeiro Emmy ganho por uma produção nacional foi "Meu Amor", escrita por António Barreira), existe uma equipa de trabalhadores que não vê os seus rostos e nomes reconhecidos mas sem eles, sem o assistente de som ou sem a maquilhadora, os actores não podem brilhar nas suas grandes cenas.
Contra esta precaridade, os trabalhadores falam mesmo em "escravatura" laboral, os trabalhadores da Plural (que é uma das maiores produtoras do país e a responsável pelas novelas da TVI) entraram em greve. Esta greve pode atrasar inúmeras produções. Mas se acha algo "estranho" esta greve numa produtora, não é caso único no mundo. Em Hollywood, há uns anos, houve uma greve no seio dos guionistas, o que levou a que alguns dos programas mais vistos no mundo tivessem sido afectados.

Para mim, e não querendo "puxar a brasa para o meu lado", uma das profissões mais importantes no mundo do audiovisual é a de jornalista. Os jornalistas não têm horas de descanso e devem ter um enorme compromisso para com a verdade. Ser jornalista é muito mais do uma profissão, é uma paixão. Só que como não podemos viver só de amor, acredito que todos aqueles que trabalham devem ser pagos.
Este é um assunto sobre o qual tenho abordado várias vezes mas esta situação torna-se pior quando vemos jornalistas a trabalharem de forma precária nos dois órgãos de comunicação social, a RTP e a agência Lusa. Mas sobre este caso, a ministra da cultura (a mesma que enquanto esteve no México disse que era uma bênção não ler jornais portugueses há 4 dias) disse que todos os trabalhadores com contratos precários iram ser integrados nos quadros no próximo ano.
Pelo menos uma boa notícia. Quer dizer, é uma boa notícia para os trabalhadoras da RTP e da Agência Lusa. Nós, aqueles que se formaram mas não têm tido oportunidades nenhumas, continuam a trabalhar todos os dias por "uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma". Esta é a minha situação. Trabalho todos os dias aqui para o blogue mas não há forma deste projecto se tornar em algo mais sólido.
O "S na Rede" não dá qualquer tipo de retorno e eu contínuo a não ter oportunidades para fazer aquilo que realmente gosto, ser jornalista.


De: AR.
02
Dez18

Into The Badlands: "A Última Dança da Libelinha".


Depois de ter escrito sobre duas séries que estou a acompanhar (os links podem ser vistos aqui: https://snarede5.blogspot.com/2018/11/alice-nevers-no-axn.html e https://snarede5.blogspot.com/2018/11/into-badlands-luta-pela-supremacia.html), vou abrir um novo "espaço" aqui no blogue e vou começar a dar a minha opinião sobre os episódios da terceira temporada de "Into the badlands".
Faltam dois episódios para o "intervalo" que vão fazer. Esta série vai voltar apenas em Janeiro ou Fevereiro e como tal vou fazer mais ou menos como aqueles vídeos de react na net. A única diferença é que aqui, e como sempre gostei muito de escrever (podem ver um exemplo aqui: https://maggiezinhar.blogspot.com/2016/03/entretanto-na-casa-da-isabel.html), vou escrever como iria fazer algumas destas cenas. Nada de muito especial, apenas vou dar a minha opinião sobre aquilo que mais gostei de ver e sobre o que gostaria de ver.
Como este é o sétimo episódio, e se tiver tempo, poderei no futuro dar a minha opinião sobre os seis episódios anteriores desta temporada, que infelizmente será a última (porquê AMC? Pôr que?!...)...Mas vamos começar!
No sétimo episódio, intitulado "A Última Dança da Libelinha", temos o Sunny e o Bajie a acompanharem o River King para poderem encontrar o Peregrino. Só ele poderá curar completamente o pequeno Harry, que é um "dark one". Esta é uma casta de guerreiros com poderes incríveis e da qual fazem parte nomes como MK, Castor e Nix. Estes são os guerreiros que já se revelaram mas a verdade é que existem muitos mais.
Uma das coisas que me está a chamar bastante à atenção nesta história são os cenários e trajes cuidados e as cenas de acção. E neste episódio vamos ter umas belas cenas de acção, já que a viúva vai lidar com um golpe de estado no meio do seu exército de borboletas (sei que é um nome algo estranho para se dar a um grupo mas aqui a borboleta funciona como um símbolo de transformação e crescimento. E ao longo destas três temporadas assistimos a um crescimento da personagem da Viúva, que se transformou numa verdadeira líder).
A guerra entre a Viúva e a Chau tem ocupado uma boa parte desta série e a verdade é que não se vê um fim à vista. Se por um lado há melhores lutadores (ou lutadoras, já que na primeira temporada eram só mulheres a lutarem ao lado da Viúva), a Chau tem mais homens para lutar. Só que um destes homens, mais precisamente o irmão da Baronesa, Gaius Chau (Lewis Tan) decidiu aliar-se à Viúva nesta luta pela libertação das Badlands e...pelo amor.
A primeira cena de todo o episódio começa com a Viúva a deliniar um novo plano de ataque ao lado de Lydia, Moon e Gaius. A cena não tenho nada a apontar mas não entendo muito bem como alguém passa de preso a conselheiro militar (vamos chama-lo desta forma) de um momento para o outro. Eu sei que não há tempo para explicar muita coisa mas se fosse eu faria uma cena, por mais curta que fosse, para explicar esta nova ligação.
Faria algo do género:
Depois de se ter encontrado com a Tilda, a Viúva volta ao seu escritório e pede para que chamem o Gaius Chau. Pouco depois o irmão da Baronesa aparece.
- Querias falar comigo, Minerva? - Ela sempre odiou que a tratassem pelo seu verdadeiro nome. Era muito doloroso para ela pois a fazia lembrar-se de quem foi no passado, alguém que tinha sido humilhada e mal-tratada por aqueles que mais confiava. Sempre que a chamavam de Minerva ela voltava a ser uma simples escrava que era açoitada pela filha do patrão. Só duas pessoas se atreviam a trata-la pelo seu nome próprio, a Tilda e agora o Gaius.
- Queria sim. Já estou para falar contigo há algum tempo mas não tenho tido tempo. - Primeiro a visita da Tilda e agora o encontro com o Peregrino. Ela tinha que controlar tudo para que a máquina que tinha montado não saísse dos eixos. E uma das peças dessa maquina podia muito bem ser o homem que estava à sua frente -...quero falar contigo sobre a tua presença connosco. A verdade é que ainda não consegui entender a tua presença aqui. Afinal és o irmão da minha grande inimiga.
- Já te disse o que quero. Eu quero ajudar-te a acabar com esta mal dita guerra e ajudar as pessoas das Badlands. Já ajudo escravos a fugir das terras da minha irmã há vários anos, como nós os dois sabemos muito bem. Infelizmente com ela aquelas pessoas jamais poderão ser livres.
- Como sei que o que dizes é verdadeiro? Como sei que não fazes parte de uma armadilha montada pela tua irmã para me apanhar?
- Até me ofendes, Minerva! Pensava que me conhecias melhor! Nós eramos amigos!
- Não. Eu era a escrava e tu o filho do patrão.
- Não. Sempre fomos mais do que isso e tu sabes. Mas se queres uma prova da minha lealdade, acho que já a dei no outro dia no campo de refugiados. Se eu tivesse alinhado com a minha irmã não tinha ido contra os guardas dela. A Tilda e o Moon viram-me a lutar contra o seu Regente. Eu estou do teu lado e acho que te posso ser bem útil nesta guerra. É verdade que vocês são lutadores incríveis mas a verdade é que a minha irmã continua a ter mais homens. Não estás em posição de negar qualquer tipo de ajuda. - Ora estava ai uma grande verdade. A Lydia tinha-lhe dito para dar uma oportunidade ao Gaius e ela estava tentada a fazê-lo. Levanta-se e olha pela janela.
-...És livre de partir, se quiseres. - Ele dá um passo em frente, para ficar mais perto dela. 
- Não quero.
- Então, bem-vindo. - Estica-lhe a mão para selarem aquela união inesperada -...uma das minhas Borboletas vai levar-te até a um quarto, preparar-te um banho e arranjar-te roupas novas. Não podemos correr o risco que te confundam com pessoal da Chau. Depois de teres descansado vem ter comigo. Se queres ajudar o que não falta é trabalho para fazeres. - O Gaius acompanha a Borboleta que tinha sido indicado pela Viúva para o ajudar. Quando estavam a subir a magnífica escadaria vira-se para trás e pergunta-lhe com um sorriso malandreco nos lábios.
- És sempre tão mandona? - Ela acaba por deixar lançar um pequeno sorriso com aquela pergunta. Ele sempre teve aquele efeito sobre ela. Conseguia deixa-la bem-disposta.
- Nem sabes como!
Voltando à reunião que começa este episódio, vemos que nem todos estão de acordo com as ideias da Viúva. A Lydia é contra mais um "banho de sangue", tal como o Moon. Mas para o Regente o que importa é a honra e se esta é uma ordem da sua Baronesa, ele deve segui-la sem questionar. Enquanto a Viúva conversava com Gaius, e lhe mostava a adaga que guardava consigo desde o dia em que ele a tinha ajudado a fugir da pocilga, a Wren e outras Borboletas e Mineiros lançam bombas de gás.
Esta cena ficou bem interessante mas acho que apenas colocava um pouco mais de emoção quando os dois actores desmaiam no chão por causa do gás. Ora está aqui uma coisa que apenas tem lógica nesta série. É que estamos a falar de um mundo pós-apocalíptico onde as armas de fogo foram banidas mas existem carros, luz, bombas e botas de salto alto. Pelo menos, pelo que me apercebi, a personagem da Viúva neste episódio não anda de stilletos. São umas simples botas com tacão.
Fora o núcleo da Viúva, que é aquele que mais me interessa (como já devem ter reparado), tivemos o Moon a ir ter com a Tilda para que esta o ajudasse a salvar aqueles que tinham ficado para trás; o Castor teve um funeral meio viking; o Sunny descobriu que tem uma irmã (no Reedit falam que a irmã pode ser a Viúva ou uma personagem que vai aparecer no próximo episódio mas apostava mais nessa nova personagem pois não tinha muita lógica que uma personagem oriental tivesse como irmã uma ruiva) e o Bajie parece que fez as pazes com a sua ex. mulher, que depois de Sunny matar o Rei do Rio, vai começar a apelidar-se como a Rainha do Rio.
Mas voltando à situação da Viúva, ela e o Gaius foram carregados para o quarto onde anteriormente dormia o MK e quando acordaram, já que estavam deitados em cima de um tapete, a Wren e um soldado chamado Arthur (que se não me engano apareceu no quarto episódio) dizem que tomaram a casa de assalto e que ela tinha que assinar um armistício com a Baronesa Chau ou eles iam começar a matar pessoas. Só que no meio daquela confusão, o Gaius tenta tirar a besta das mãos do Arthur e é atingido na zona do ombro com uma seta.
Para contar a história deste ferimento faria algo do género:
Depois de ter sido atingido no ombro, a Viúva ajuda Gaius a chegar até à cama. Ajeita as almofadas e deita-o com muito cuidado. Procura algo nas gavetas, alguma coisa que MK pudesse ter deixado para trás mas estava tudo limpo. Desabotoa a camisa ao Gaius pois precisava de ver como estava a ferida. A flecha parecia não ter feito um golpe muito profundo mas a tinha que tirar antes que causasse mais estragos.
- Como estás?
- Como achas? Acabei de ser atingido no ombro.
- Porque o fizeste?
- Não sei. Vi uma oportunidade e a aproveitei.
- Pois. E foste alvejado. Podias ter morrido!
- Não fales assim que começo a pensar que sentirias a minha falta. - Ele adorava flertar com ela e ela sabia na perfeição.
- Não é a hora nem o lugar para este tipo de conversas. Estamos presos, temos as nossas cabeças a prémio e foste atingido. Tenho que tirar essa flecha dai o mais rapidamente possível. O pior é que não tenho aqui nada que me possa ajudar. Vou ter que tira-la com as minhas mãos. Estás preparado?
- Sim. Quando quiseres. - Ela aproveita a camisa dele e rasga uma das mangas para poder fazer compresas. Ajoelha-se ao lado dele e puxa a seta. Não conseguiu logo na primeira tentativa, o que provocou um esgar de dor ao Gaius, mas na terceira tentativa conseguiu puxar a flecha para fora. Para estancar a hemorragia coloca uma compressa em cima da ferida e pressiona com força. 
- Melhor?
- Obrigado...acho que acabaste de salvar a minha vida. - Toca-lhe na mão. Mesmo com luvas, como era seu apanágio, havia ali uma energia estranha entre os dois. Mesmo ferido era um homem incrível e ela não conseguia deixar de olhar de soslaio para o tronco nu e musculado do seu antigo amigo.
- Não me servias de nada morto. Já te disse.
(São interrompidos pela Wren, que a obriga a assinar o armistício e pouco depois pela Lydia, que era quem ia levar o tratado à Chau. Quando todos saem do quarto, e os deixam a sós novamente, o Gaius, que não queria dar parte de fraco para os traidores e como tal se levantava sempre que entravam no quarto, senta-se na cama).
- Nem acredito que a Lydia nos traiu. Quer dizer, até acredito pois contasse casa história dela nos tempos em que era Baronesa que até a minha mãe tinha medo dela. E olha que a minha mãe não tem medo de muitas pessoas. A Lydia é daquele tipo de pessoas que quer sempre estar ao lado dos vencedores e desta vez são eles que estão a vencer e nós estamos trancados nesta maldita jaula. - A Viúva analisava todas as possibilidades de fuga mas não havia nenhuma. Eles estavam presos num quarto impossível de escapar. Ela olha para o Gaius. Ele estava a sangrar.
- Precisamos de parar com essa hemorragia. - Ela pressiona a ferida. Ele aproxima a sua cabeça da dela.
- O que vamos fazer agora Minerva? Eles disseram que se a Lydia não voltar a tempo do sol se por vão começar a matar reféns. E amanhã seremos nós. - Estavam dois guardas ao fundo do quarto, a guardarem a porta. Tinham que falar baixo para não serem ouvidos e ela aproveita a proximidade do Gaius para poder falar mais há vontade.
- Ainda não sei muito bem o que vamos fazer mas temos que sair daqui o mais rapidamente possível. Não posso deixar que a Wren assine aquele armistício com a tua irmã. É que se tal acontecer estes miúdos estão condenados e nem sabem.
- A minha irmã nunca vai mudar. É verdade. Se houvesse uma forma de os parar.
- É impossível sair deste quarto. Eu mandei-o construir para um miúdo fora do comum. Achava que o manter aqui estava a contribuir para o bem comum mas agora compreendo que não o foi. Talvez seja mesmo tudo isso que eles dizem. Eu tornei-me o monstro que jurei combater. - O Gaius faz-lhe uma festa no rosto, o que faz com que feche os olhos por breves instantes. Podiam estar presos, numa situação de vida ou morte, mas a história entre eles os dois estava a crescer a olhos vistos.
- Não fales assim. Eu conheço-te e sei que queres o melhor para todos. Só que estamos nas Badlands e aqui nada é fácil, pacífico ou bonito. Se queremos ajudar as pessoas que estão lá fora temos que sair daqui o mais rapidamente possível. É que se a Lydia entrega aquele documento à minha irmã, está tudo perdido.
- Pode ser loucura o que vou dizer mas não acredito muito na traição da Lydia. Podes chamar de fé mas eu acredito nela. Só peço que ela mantenha aquele documento o mais afastado possível da tua irmã. Pelo menos até conseguirmos sair daqui.
- Somos dois e eles...devem ter tomado conta de tudo.
- Todos aqueles que são leais a mim devem estar presos ou pior, mortos. Só dependemos de nós, Gaius. Preciso que estejas bem para que possamos sair daqui. Não temos muito tempo a perder. - Levanta-se.
- Podes contar comigo. - Dá a mão à Minerva. Trocam olhares apaixonados um com o outro - Entramos nesta cela juntos e vamos sair dela juntos.
- Agora resta saber como.
A resposta a esta pergunta da Viúva veio através do Arthur. Eles conseguiram roubar as chaves e fugir do quarto. O que se passou a seguir foi uma cena de acção extremamente bem coreografada onde duas pessoas conseguiram dar cabo de um pequeno exército. É como se costuma dizer nesta série, um "casal que luta junto, permanece junto".
Só que quando as probabilidades pareciam que estavam contra a Viúva e Gaius, já que a Wren e os seus arqueiros estavam prontos para os abater, apareceram a Lydia, o Moon e a Tilda com reforços. A Wren ainda tentou fugir mas a Viúva conseguiu prega-lhe uma rasteira (afinal estamos a falar de alguém que anda com uma prótese) e todos os revoltosos acabam presos. A cena que se segue é já a da execução mas gostaria de ver algo antes. Gostava de ver as coisas voltarem ao normal.
Eu faria algo do género:
Os rebeldes estavam presos e sabiam qual seria a sua pena, a morte. Todos os casos de traição seriam tratados daquela forma e por mais que lhe doesse não podiam ter outro castigo se não a morte. Ela sabia, eles sabiam. Mas a execução só seria no dia seguinte. Agora tinham que tratar daqueles que tinham ficado feridos. Mas com a ajuda da Lydia, do Moon e da Tilda estava a ser capaz de restabelecer a ordem no seu reino.
Depois de ter sido vista por um médico e de ter dado as primeiras ordens para que se retornasse à normalidade, a Viúva vai visitar Gaius, que estava a ser tratado por um médico.
- Melhor? - O Gaius estava a acabar de abotoar uma camisa nova, já que a sua tinha ficado cheia de sangue.
- A ferida é superficial. Um pouco de descanso e fico bem. E tu, foste vista por um médico?
- Eu estou bem!
- Não, não estás. Fomos atacados com gás e estivemos presos. Devias ser vista por um médico. Só para ver se está tudo bem.
- Não tempo para isso. Há muita coisa para colocar no lugar.
- Mas eles não te estão a ajudar?
- Estão mas a Baronesa sou eu. Depois da ataque da Wren as pessoas precisam de me ver para saberem que já está tudo bem. Tenho que tratar dos vivos, enterrar os mortos e julgar os rebeldes. - O Gaius levanta-se da cama.
- E qual será a pena deles?
- Aquela que é dada a todos aqueles que cometem um acto de traição nas Badlands...a morte.
A cena da execução é a ultima a ser emitida neste episódio e tem uma beleza tocante, extremamente cinematográfica. Neste cena temos a "despedida" da Wren, um lado mais humano da Viúva (que percebemos que está a sofrer por ter que condenar à morte a própria "filha) e a presença do Moon, Lydia, Tilda e Gaius. Todas estas personagens vão ser bastante importantes no próximo episódio.
O oitavo episódio é aquele que marca uma pausa antes de emissão dos últimos 8 episódios desta série. Estes episódios vão trazer uma história nova mas antes de terminar, e para mostrar como a personagem da Viúva ficou mudada com a morte da Wren, eu colocaria a seguinte (e última cena).
Os corpos dos rebeldes tinham sido mandados para as respectivas famílias e aqueles que não tinham família tinham sido enterrados ali mesmo na propriedade. É que para além daquilo que tenham feito, aqueles jovens estavam a lutar por aquilo que acreditavam e como tal tinham direito a um local onde os seus corpos fossem sepultados com toda a dignidade.
A Viúva volta pelo jardim do cemitério, que ficava no outro lado da propriedade. Ela ia tão absorta nos seus pensamentos, naquilo que a Wren lhe tinha dito antes de morrer que nem reparou que o Gaius Chau vinha na sua direção.
- Os meus sentimentos.
- O quê?!...
- Quando perdemos alguém do qual gostamos é comum ficarmos abalados e deu para perceber que a morte desta rapariga mexeu muito contigo. - Toca-lhe no braço - Podes fazer-te de forte para os outros, para aqueles que apenas conhecem a Viúva mas eu vi que a Minerva sofreu com tudo o que se passou. Aliás, ainda estás a sofrer. Vê-se nos teus olhos.
- Não se vê nada!
- Vê-se sim. É normal que estejas a sofrer. És mãe...ou pelo menos acarinhaste estas raparigas como se fosses sua mãe. O que eu não compreendo é que...eu sei que é o que diz a lei mas tu podias a ter poupado. Não tens que ser como os outros Barões. A verdade, e condenando as actitudes dela e dos outros, como é claro, é que ela só queria acabar com esta maldita guerra. Não é o que queremos todos?!
- Claro que é! E é o que vou fazer. Pela Wren e por todos aqueles que já sofreram com esta guerra. A minha história com a Chau vai acabar de uma vez por todas! - Faz sinal de se ir embora mas ele mete-se à sua frente.
- E como o tencionas fazer?
- Fácil. Como falamos anteriormente. Vou atacar a Chau onde lhe doi mais. Este vai ser o último ataque. Vai ser matar ou morrer.
- E o que posso fazer para te ajudar?
- No tempo certo saberas. Mas acredita que tu e a Tilda vão ter um papel muito importante nesta história.

De: AR.
29
Nov18

"Os Super Saudáveis" ganharam prémio.


O projecto "Os Super Saudáveis", que é uma criação da LOLA NormaJean e da Liga Portuguesa contra o Cancro, foi premiado pela Food & Nutrition Awards (FNA).
Sobre este projecto e sobre o prémio que acabam de receber, Rodrigo Silva Gomes, CEO da Normajean, comenta que “este foi um conceito cujo desenvolvimento nos deu imensa satisfação. É um enorme orgulho ver esta ideia materializada e saber que ajudámos a construir uma sociedade com hábitos mais saudáveis. O prémio concedido à iniciativa pela FNA veio reafirmar ainda mais o seu valor”.
Esta iniciativa, que foi criada com o propósito de promover uma alimentação e estilo de vida mais saudáveis entre as crianças do 1º ciclo do ensino básico, tem um conjunto de cartas que podem ser colecionáveis.

De: FG.

27
Nov18

Nova campanha da Toys “R” Us na televisão.


Com o Natal quase a chegar, a Toys “R” Us vai voltar à televisão com mais uma campanha televisiva, onde todos são convidados a voltarem a brincar.
O excesso de trabalho, o stress natalício ou a forma mecânica com que compramos online nos dias de hoje são algumas das razões pelas quais o natal perdeu a sua magia entre os adultos. É isso que o Toys “R” Us quer recuperar com a sua última campanha, em que a marca presta homenagem ao simples gesto de brincar, ao entusiasmo com os brinquedos, mas acima de tudo ao tempo que passamos a brincar com os nossos filhos.
 É com esse foco, o de passar tempo de qualidade com as crianças, que o Toys “R” Us criou um spot onde os papéis se invertem e é a criança quem faz de adulto, neste caso para tirar o pai do trabalho mais cedo e levá-lo para a loja para brincar.
Se quiser ver mais, fique atento a um televisão perto de si.

De: FG.
24
Nov18

Precários na RTP.


Quando falamos em pessoas que trabalham na televisão, costumamos pensar que estas ganham muito bem mas não é bem assim. Se por um lado temos pessoas como Cristina Ferreira ou Manuel Luís Goucha a ganharem grandes ordenados, noutro lado temos homens e mulheres que mesmo com formação ganham pouco mais que o ordenado mínimo e vivem uma vida precária.
Estar a trabalhar numa situação precária infelizmente é muito comum em Portugal e eu conheço muito bem esta situação.
Quem também está em situação precária são vários trabalhadores da RTP. De entre este grupo de trabalhadores, que se manifestou na sede da estação pública, estavam vários jovens jornalistas que fazem o mesmo tipo de trabalho (e por vezes pior) que os seus colegas mais velhos mas trabalham a recibos verdes, não estão no quadro e a qualquer momento podem ser despedidos e repostos por outros.
É que com a quantidade de jornalistas que todos os anos saiem das faculdades, é bem fácil contratar um jornalista por um determinado tempo. E quem não gostaria de ir trabalhar na RTP?
Para mim seria um sonho, já que alguns dos maiores profissionais da informação passaram por esta casa, mas também sei que é muito difícil (se não impossível) entrar lá dentro. Uma vez num vídeo, que pode ser visto no meu canal no YouTube, falei um pouco sobre a RTP e questionei-me como é que eles recutam, já que não se vê ofertas de emprego para esta empresa no Net Empregos e em sítios desses.
Ao olhar para os precários da RTP, consigo os compreender e apenas questiono quando vão deixar de existir precários?

De: AR.

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